Marcinho Eiras e a Tagima
Postado por admin em julho 23rd, 2009
Primeiramente me sinto honrado em ser o primeiro músico a escrever no Blog da TAGIMA e por isso achei interessante contar um pouco da minha história com essa marca.
A Tagima me ajudou muito no meu crescimento como ser humano e músico profissional. Fico feliz em saber que também ajudei no crescimento da marca: muitas conquistas, aprendizado e sonhos realizados nesses quase 10 anos de amizade e parceria com essa verdadeira família, mas isso é só o começo da minha história.
Eu dava meus primeiros passos como guitarrista, e lembro de ter assistido uma apresentação do Joe Moghrabi em uma Expomusic usando uma guitarra Tagima. Depois disso muita coisa aconteceu, e alguns anos mais tarde, quando terminava meu contrato com uma marca de guitarra coreana, resolvi ir atrás da Tagima. Agradeço ao meu amigo Orlando do Conservatório Souza Lima, que foi meu principal incentivador nessa empreitada.
É realmente dificil decidir bater na porta de uma grande marca que já tinha em seu casting nomes como Mozart Mello, Kiko Loureiro e Joe Moghrabi. Fomos eu e o Orlando até a antiga fabrica em Barueri, na grande São Paulo e lá chegando, fomos recebidos pelo próprio Seize Tagima, com quem eu já tinha uma certa amizade e que gentilmente nos mostrou a fábrica toda. Lembro que paramos na linha de montagem, onde alguns funcionários descansavam após o almoço, e então o Sr. Tagima me fez a tão esperada pergunta:
- Que ventos te trazem até aqui?
- E eu, após alguns rodeios, expliquei o motivo da minha estratégica visita. O Sr. Tagima, mais uma vez gentilmente, me pediu mil desculpas mas explicou que não havia interesse em nossa parceria, pois já tinham endorsees suficientes no time. Aquele japonês simpático de antes, passou a ser odiado por mim naquele momento e um forte arrependimento e constrangimento me veio a cabeça. Como se não bastasse pegou uma guitarra (uma mini guitarra modelo Strato feita por ele e de uso pessoal), e pediu para que eu tocasse um pouco para os funcionários que ali estavam. Lembro que baixei a cabeça e toquei uma sequência de chorinhos, “ pra não chorar” e permaneci cabisbaixo sem falar nenhuma palavra. Todos aplaudiram minha pequena performance e assim que terminei, o Sr. Tagima pediu uma caneta para algum deles e escreveu na parte de trás da guitarra a seguinte frase: Para Marcinho Eiras de Tagima, seu fã. Na sequência me presenteou com o instrumento. Logo percebi que tudo se tratava de uma grande brincadeira, e assim começou nossa história.

Na Tagima aprendi que em uma constelação todas estrelas podem brilhar ao mesmo tempo.
Já realizei muitos sonhos com essa marca, mas entre viagens pelo Brasil e pelo mundo, uma guitarra com o meu nome, o principal deles é fazer parte dessa família maravilhosa.

Um abraço a todos,

Tags: família, Guitarra, Joe Moghrabi, Kiko Loureiro, marcinho eiras, Mozart Mello, Tagima
Que história legal, imagino a cara do Marcinho tendo que tocar mesmo p. da vida! hauahuahauhau
Muito legal saber essa história Marcinho, e também imagino a sua cara na hora! hehe
Legal a história, espero um dia tb ter a minha.
Que engraçado!
Te admiro muito. Tecnica espetacular!
Demais essa história! Bom saber que até caras consagrados também passaram seus perrengues!
abs
Marcinho, parabéns por conseguir seu espaço nesse grupo de feras e parabéns pela Tagima!
Esse cara é pura humildade!!! sem palavras pro Marcinho!!! ele da um showwwwwww!!!