Marcinho Eiras leva sua música para Paraná e Santa Catarina
Nosso endorsee do Tagima Dream Team, Marcinho Eiras, passou um intenso e divertido fim de semana em dois workshops no Sul do Brasil e contou para nós um pouco de como foi mais essa experiência.
No dia 21 de abril desembarquei em Curitiba para realizar dois workshops pela Tagima. O representante da marca na região, Afonso Tonelli, me esperava no aeroporto e seguimos rumo à cidade de Concórdia, em Santa Catarina. Após quase sete horas de viagem, chegamos ao nosso destino e fomos recebidos pelo Marcio, proprietário da loja Sonho Meu, que escolheu esse nome pois realizou um grande sonho montando a loja.
O workshop foi muito dinâmico e interativo. Realizado na própria loja, o clima foi bem familiar, eu fiquei bem perto dos participantes e realmente me senti muito à vontade para tocar e conversar com a galera.
Nos últimos anos, muito mais do que anteriormente, tenho notado os jovens músicos, na maioria estudantes que sonham ingressar no mercado de trabalho como profissionais, muito preocupados com a situação do cenário musical atual. Apesar das perguntas tradicionais sobre equipamento, influências e teoria ainda fazerem parte do repertório, comentários e críticas aos modismos e a indignação com a massificação e falta de opção nas mídias estão ganhando cada vez mais espaço nas discussões. Definitivamente, os jovens se mostram cada vez mais apreensivos com o futuro e com as reais perspectivas de se tornarem profissionais.
Com muita cautela e utilizando exemplos das minhas experiências, procuro orientá-los e, principalmente, incentivá-los. As discussões são longas e o que acho mais interessante nos workshops é que, ouvindo esses jovens, acabo aprendendo muito. Discutindo esses assuntos, seja no sul, no nordeste ou no sudeste, é fácil notar o “ponto comum” de preocupação e insatisfação no perfil desses músicos.
De Concórdia partimos para Curitiba para encontrar Dievilson, proprietário da loja e escola de música El Shadai, e seguimos direto para cidade de Castro, no Paraná. A loja fica na parte de baixo de um antigo casarão muito bem adaptado, e a escola, que é licenciada pela EM&T (Escola de Música e Tecnologia) de São Paulo, na parte de cima. Apesar do bom espaço na loja, o workshop foi realizado em um teatro na cidade. Uma ótima audiência, participativa e bem informada compareceu ao work. Foi muito divertido tocar e conversar com a galera. Quero destacar a presença de crianças em ambas as apresentações.
É definitivamente muito importante e de grande responsabilidade ministrar um workshop. Procuro fazer algo sempre muito acessível e divertido, tanto nas histórias sobre as minhas experiências musicais quanto na escolha do repertório. Eu acho que emocionar e fazer rir são ingredientes fundamentais nas minhas apresentações e comecei a utilizar esses recursos quando percebi que, ao assistir algum show, era exatamente isso que eu levava comigo. Gosto de tocar o Hino Nacional ou o Tema da Vitória e perceber as pessoas emocionadas. Tenho o mesmo prazer em tocar a musiquinha do Mario Bros ou o tema dos Flinstones e ver os mesmos rostinhos sorrindo. Posso também, a qualquer momento, contar uma piada ou uma história hilária e logo depois deixar uma forte mensagem de incentivo. Nunca pensei em fazer assim para ser diferente ou pra seguir um caminho oposto dos demais, mas sim por fazer questão de mostrar minha verdade como ser humano e profissional. O workshop nos permite isso, pois tem a interatividade e a informalidade que um show não tem.
Como é de praxe, fiz questão de conhecer um pouco da cidade e da cultura local, e o caprichoso Dievilson me hospedou na pousada Oosterhuis na Castrolanda, uma colônia holandesa onde se preservam os costumes, inclusive arquitetônicos, e que fica a poucos quilômetros da cidade, dando a verdadeira impressão de se estar na Holanda.
Foi um final de semana intenso, cansativo, mas compensador, com muitas novidades, cenários incríveis, ar puro, música, bate papo, cultura, ensinamentos e aprendizados. Mais uma vez, retornei satisfeito, com a sensação de missão cumprida e principalmente por ter feito dois novos amigos incríveis, trabalhadores e batalhadores, cada um em seu cantinho, a seu modo, com suas respectivas histórias. Mas ambos agregando valores e contribuindo expressivamente para o crescimento do cenário musical e cultural em suas regiões.
Até a próxima, galera! Um grande abraço!
Marcinho Eiras
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